IGREJA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 A FESTA DO REINADO EM ITAPECERICA-MG

O que é preciso para ser feliz? Encontramos a reposta para esta pergunta no Livro do Deuteronômio 10,12-27. “Moisés falou ao povo dizendo: “E agora, Israel, o que é que o Senhor teu Deus te pede? Apenas que o temas e andes em seus caminhos; que ames e sirvas ao Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, e que guardes os mandamentos e preceitos do Senhor, que hoje te prescrevo para que sejas feliz. Vê, é ao Senhor teu Deus que pertencem os céus, o mais alto dos céus, a terra e tudo o que nela existe. No entanto, foi a teus pais que o Senhor se afeiçoou e amou; e, depois deles, foi à sua descendência, isto é, a vós, que ele escolheu entre todos os povos, como hoje está provado. Abri, pois, o vosso coração e não endureçais mais vossa cerviz, porque o vosso Deus é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas nem aceita suborno *. Ele faz justiça ao orfão e à viúva, ama o estrangeiro e lhe dá alimento e roupa. Portanto amai os estrangeiros, porque vós também fostes estrangeiros na terra do Egito. Temerás o Senhor teu Deus e só a ele servirás; a ele te apegarás e jurarás por seu nome. Ele é o teu louvor, ele é o teu Deus, que fez por ti essas coisas grandes e terríveis que viste com teus próprios olhos. Ao descerem para o Egito, teus pais eram apenas setenta pessoas, e agora o Senhor teu Deus te fez tão numeroso como as estrelas do céu”.
*Deus não faz acepção ou pouco caso das pessoas. Ele não concorda com a injustiça, com a escravidão, com falcatruas e impunidades. “Justiça e Direito sustentam o teu trono. Amor e Fidelidade precedem a tua face. Feliz o povo que sabe te aclamar: ele caminhará, ó Deus, à luz da tua face”.( Salmo 89,14-15). Deus não desampara ninguém. A todos, ele criou à sua imagem e semelhança. Em Jesus Cristo, pelo Batismo, homens e mulheres são filhos e filhas de Deus, ou seja, irmãos. Toda pessoa merece viver dignamente, deve ser respeitada, amada, valorizada. (13/12/2007 – Missa na praça Santa Cruz).

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Celebramos nesta noite a Eucaristia. Eucaristia é Ação de Graças a Deus. A comunidade do Alto Alegre acolhe os irmãos na fé, tantos amigos que a visitam, tantas comunidade que estão representadas. Os festeiros, os capitães e seus ternos. Os casais, os jovens e as crianças.
Em nossos corações está a certeza: “O Senhor ama seu povo de verdade”.(Salmo 149). Que certeza maravilhosa! Queremos e devemos transmitir essa certeza para as outras pessoas, com o nosso jeito de viver: viver com alegria e união; com respeito e honestidade; com fé e esperança; com sinceridade e sem hipocrisia o mandamento do amor a Deus e ao próximo (Mt 23,13-22).
Nesses dias de festa não fizemos outra coisa senão realizar o que o Salmo (a Palavra de Deus) nos pede: 1) “Cantai ao Senhor Deus um canto novo e seu louvor na assembléia dos fiéis! Alegre-se Israel em quem o fez e Sião se rejubile no seu rei! 2) Com danças glorifiquem o seu nome, toquem harpa e tambor em sua honra! Porque, de fato, O Senhor ama seu povo e coroa com vitória os seus humildes. 3) Exultem os fiéis por sua glória e, cantando, se levantem de seus leitos com louvores do Senhor em sua boca. Eis a glória para todos os seus santos”. Realizamos esta festa tão bonita para adorar a Deus e homenagear Nossa Senhora e também os santos que intercedem por nós. A presença de Deus transforma a nossa vida. Queremos ser felizes. E essa é a vontade de Deus a nosso respeito. “A Ti meu Deus elevo meu coração....” 
O Apóstolo Paulo tece elogios à vivência cristã da comunidade de Tessalônica (1Tessalonicenses 1,1-5.8-10): “Paulo, Silvano e Timóteo à Igreja dos Tessalonicenses, reunida em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo: a vós, graça e paz! Damos graças a Deus por todos vós, lembrando-vos sempre em nossas orações. Diante de Deus, nosso Pai, recordamos sem cessar atuação da vossa fé, o esforço da vossa caridade e a firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo. Sabemos, irmãos amados por Deus, que sois do número dos escolhidos. Porque o nosso evangelho não chegou até vós somente por meio de palavras, mas também mediante a força que é o Espírito Santo; e isso com toda a abundância. Sabeis de que maneira procedemos entre vós para o vosso bem. A vossa fé em Deus propagou-se por toda a parte. Assim, nós já nem precisamos falar, pois as pessoas mesmas contam como vós nos acolhestes e como vos convertestes, abandonando os falsos deuses para servir ao Deus vivo e verdadeiro, esperando dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dos mortos: Jesus, que nos livra do castigo que está por vir”.
Que bom seria, se nossas comunidades fossem elogiadas, à semelhança da comunidade de Tessalônica! Isso exigiria muito de nós, mas não é impossível. (27/08/2007 – Missa na Comunidade do Alto Alegre).

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Meus irmãos e irmãs: a Festa do Reinado extravasa a felicidade e a alegria do coração das pessoas que organizam e participam desse momento, que é um momento de Fé (religiosidade), e depois, também é folclórico, histórico, cultural.
A Festa acontece para louvar a Deus e homenagear Nossa Senhora (do Rosário, das Mercês, de Aparecida) e os Santos (Benedito, o mouro; Domingos de Gusmão e Catarina de Sena; Bento, de Núrsia; Antônio Categeró e Efigênia). Nossa Senhora, a Mãe de Jesus e os Santos foram pessoas felizes e alegres, porque, viveram em sintonia com o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não podemos esquecer que Jesus era pessoa imensamente feliz. Não é a toa que o povo canta com muito fervor a musica: “Cristo é a felicidade”. No Antigo, ou primeiro Testamento, encontramos histórias de pessoas que viveram felizes na presença de Deus. A Carta aos Hebreus, no Capítulo 11, lembra o testemunho de fé dessas pessoas. Vale a pena ler também os capítulos 12 e 13 dessa Carta. Somos convidados “a prosseguir com perseverança a nossa caminhada, mantendo os olhos fixos em Jesus, rodeados dessa grande nuvem de testemunhas, ou seja, os santos”.(Hb 12,1-2)
Abraão, Moisés, todos os Profetas ......, a Virgem Maria, Efigênia, Catarina, Benedito, Bento, Domingos e Antônio foram felizes. Por quê?
Participar da Festa do Reinado, e da Comunidade, é ser feliz. Que beleza é a Festa do Reinado em Itapecerica! Entram na festa e na dança: homens e mulheres, o jovem e a criança, o adulto e o idoso, o negro e o branco, o acadêmico e o analfabeto, o padre e o leigo, o pobre e o rico, o alto e o baixo, o gordo e o magro, “o feio e o bonito”, o político e o eleitor, o nativo e o visitante.
Não há violência, somente pequenas ocorrências. É próprio da festa não ter um horário rígido.  Isso é ter  liberdade, tempo para cantar e encontrar os irmãos, daqui e de fora.. No cativeiro o tempo todo é trabalhar (para os senhores de engenhos: os de ontem e os de hoje). Muitas pessoas dizem: “em Itapecerica tem festa demais!” Mas é bom, o povo daqui, ainda poder fazer festas. Tem lugar que já não pode mais. E o povo que faz festa é feliz. Alguém já viu defunto fazer festa? “Oi! Viva Deus, viva Deus Nosso Senhor...” Vivas  a nossa Senhora e aos Santos. Viva o povo, feliz. Viva a Vida. Desapareça tudo, o que a destrói.
Vamos conhecer um pouco a história de Nossa Senhora do Rosário, das Mercês e dos Santos do Reinado? 
                        
                                                                     Pe. Pedro Gondim. 08/2007

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NOSSA SENHORA DO RORÁRIO

 

O Rosário nasceu do amor dos cristãos por Maria na época medieval, talvez no tempo das cruzadas à Terra Santa. O objeto da recitação dessa oração, é de origem muito antiga. Os anacoretas orientais usavam pedrinhas para contar o número das orações vocais. Nos conventos medievais os irmãos leigos, dispensados da recitação do Saltério, pela pouca familiaridade com o latim, completavam as suas práticas de piedade com a recitação de Pai Nossos,  e para a contagem, São Beda, o Venerável, havia sugerido a adoção de vários grãos enfiados num barbante. Depois, narra uma lenda, a própria Nossa senhora, aparecendo a São Domingos, indicou-lhe a recitação do Rosário como arma eficaz para debelar os hereges albigenses.
Assim a devoção do Rosário, que tem o significado de uma grinalda de rosas oferecida a Nossa Senhora. Os promotores dessa devoção foram os dominicanos, que também criaram as confrarias do Rosário, que em breve se tornou a oração popular por excelência, uma espécie de breviário do povo, para ser recitado à noite em família.
Aquelas Ave-Marias recitadas em família estão animadas de autêntico espírito de oração: “Enquanto se prossegue na doce e monótona cadência das Ave-Marias, o pai ou a mãe de família pensam nas preocupações familiares, no menino que atendem, ou nos problema provocados pelos filhos mais velhos. Este emaranhado de aspectos da vida familiar sofre então a iluminação dos mistérios salvíficos de Cristo, e é espontâneo confiar tudo à Mãe do milagre de Caná e de toda a redenção” (Schillebeeckx – Teólogo Alemão).
A celebração da festividade hodierna foi instituída por são Pio V para comemorar a vitória de 1571 em Lepanto contra a frota turca (inicialmente dizia-se: Santa Maria da Vitória). A festividade do dia 07 de outubro, que naquele ano caía no Domingo, foi estendida em 1716 à Igreja universal e fixada definitivamente por são Pio X em 1913. A festa do Santíssimo Rosário, como era chamada antes da reforma do calendário de 1960, resume, em certo sentido, todas as festas de Nossa Senhora.
                  (Do livro: Um Santo para cada dia, Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini, Edições Paulinas,, página 320).

: * Para saber mais sobre Nossa Senhora do Rosário acesse: www.paginaoriente.com

 

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NOSSA SENHORA DAS MERÇÊS 

No início do século XII quase toda a Península Ibérica gemia sob o jugo muçulmano. Grande número de espanhóis estava escravizado pelos mouros e sujeito aos piores tratos. A Santíssima Virgem - Auxiliadora dos Cristãos - condoendo-se do sofrimento de seus filhos, quis ser a principal fundadora de uma Ordem Religiosa destinada a prestar socorro a estes infelizes. Para isso apareceu em sonhos, na mesma noite, a três homens dedicados, a fim de que se consagrassem à causa dos oprimidos.

Um dos escolhidos foi o militar francês de origem fidalga São Pedro Nolasco, que há muito tempo se dedicava a esta causa, resgatando seus irmãos de crença a peso de ouro. Quando já lhe escasseavam os recursos, a Virgem Maria apareceu-lhe em sonho e disse-lhe: - "Deus quer que estabeleça uma Congregação Religiosa para o resgate dos cativos".

Pedro não era um homem crédulo e por isso consultou o seu confessor São Raimundo de Penaforte, um dos mais notáveis teólogos de sua época. Qual não foi a surpresa de Pedro Nolasco ao saber que o Santo Doutor tivera o mesmo sonho e recebera ordem de animar os seus desígnios. Ambos foram pedir o apoio de D. Jaime I de Aragão e ficaram assombrados quando o piedoso monarca lhes anunciou que tivera o mesmo sonho e recebera a mesma ordem.

Certos de que esta era a vontade de Deus, puseram-se mãos a obra. O magnânimo soberano mandou construir um convento, enquanto São Raimundo elaborava os estatutos da Ordem. São Pedro Nolasco foi o primeiro Comandante Geral da Milícia, e a ele, em pouco tempo, juntaram-se muitos cavaleiros da Espanha.

Estava fundada a Ordem Real e Militar de Nossa Senhora das Mercês da Redenção dos Cativos.

Alem dos votos de pobreza, obediência e castidade, eles tornavam-se escravos, se fosse necessário, para salvar os prisioneiros.

A Ordem de Nossa Senhora das Mercês, após a aprovação do Santo Padre, espalhou-se pela Europa. Quando Cristóvão Colombo descobriu a América, despertou a atenção dos Mercedários para o enorme campo de atividades que se lhes deparava no Novo Mundo. A Milícia de São Pedro Nolasco logo aceitou o encargo de catequizar o selvagem americano do Mundo Espanhol. Os primeiros milicianos estabelecidos no Brasil vieram de Quito com Pedro Teixeira em 1639, quando o nosso país ainda se achava sob o domínio da Espanha, e se localizaram em Belém do Pará.

Com a Restauração de Portugal, os governantes de Lisboa suspeitaram dos Mercedários, mas a Câmara e o povo fizeram requerimentos pedindo a sua permanência naquela cidade, devido a grande obra social e de catequese que estavam empreendendo.

No início construíram uma pequena capela anexa ao convento, mas no século XVIII edificaram, de acordo com o projeto do arquiteto italiano radicado em Belém, José Landi, o seu templo definitivo, o único da cidade que possui a frontaria em perfil convexo. Seus púlpitos em estilo rococó e as talhas magníficas de seus frontões fazem desta igreja um dos mais bonitos monumentos religiosos da capital do Norte Brasileiro.

No século citado, a Irmandade de Nossa Senhora das Mercês estabeleceu-se em Ouro Preto, com o intuito de libertar os escravos pretos e crioulos que trabalhavam nas minas. Após muito tempo a confraria conseguiu se transformar em Ordem Terceira, com o direito de usar hábitos, capas, correias e também construir o seu templo. Entretanto, não se sabe por que, a irmandade cindiu-se ficando urna parte com a risonha igrejinha que é a Mercês de Cima, enquanto a outra estabeleceu na ermida do Bom Jesus dos Perdões, denominada atualmente Mercês de Baixo.

A luta entre as duas facções durou perto de cem anos, acreditando-se que a política imperial tenha influído na contenda, pois os conservadores eram filiados a Mercês de Baixo, enquanto os liberais somente se inscreviam na Mercês de Cima.

O culto da Virgem das Mercês desenvolveu-se mais entre os pardos cativos, por isso ele se espalhou principalmente nas vilas do ouro como: Diamantina, São João del Rei, Mariana, Sabará, etc., onde são encontrados vários templos a ela dedicados.

Em Diamantina, sua festa se realiza a 17 de agosto com espetáculos de fogos de artifício, luminárias e foguetes, pois os negros acham que foi ela quem inspirou a Princesa Isabel a libertar os escravos. Esta é uma das mais antigas festas daquela cidade e é feita com procissão e levantamento de mastro com bandeirinhas.
           
Do site: www.acidigital.com

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SÃO BENEDITO, O MOURO

 

Um escravo negro é o padroeiro dos Afro-americanos e dos negros.

Também conhecido como São Benedito, o Negro.

Nasceu em Filadelfo, perto de Messina, na ilha de Sicília, Itália, por volta do ano de 1526. Os pais eram de origem escrava e descendência de negros etíopes ou de mouros do norte da África, daí o fato de ser chamado de Benedito, o Negro ou o Mouro.

O seu amo o libertou e ele passou a viver numa ermida em Montepellegrino, eventualmente passou a ser o superior de um grande grupo de reclusos. Quanto às ermidas foram extintas pelo Papa Pio IV (1550-1565), Benedito entrou para a Ordem dos Franciscanos como irmão. Com o tempo devido aos seus méritos foi indicado Superior do monastério apesar de ser analfabeto. Mais tarde tornou-se Mestre graças aos seus grandes esforços para superar suas deficiências educacionais e culturais. O seu grande amor a São Francisco de Assis e seu exemplo de caridade, fez com fosse eleito superior do monastério em 1.578, onde impôs uma estrita observância de pobreza e caridade. Diz a tradição que ele tinha a ajuda de um anjo que o ensinava, pois foi um excelente dirigente do monastério e alem disso os milagres a ele atribuídos conquistaram um aumento enorme nas visitas as mais variadas (de monarcas a mendigos) ao monastério.
Quando veio a falecer, de causas naturais, em 1589 o Rei Felipe III da Espanha mandou erigir uma tumba especial para ele, um simples frade.
A tradição diz que quando suas relíquias foram trasladadas, anos depois, seu corpo estava incorrupto.

Sua devoção é muito grande na Venezuela, Uruguai e Argentina e em Buenos Aires tem um santuário e um bairro com seu nome. Na Espanha é venerado na paróquia de Santiago de Redondela (Galícia).
Ele foi canonizado em 1807.

Sua festa é celebrada em 4 de abril.

No Brasil ainda é comemorado na data antiga, ou seja em 5 de outubro. (Do site: cademeusanto)

 

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SÃO DOMINGOS

 

Domingos Gusmão ou São Dominic

Fundador da Ordem dos Dominicanos

Filho de Felix de Guzman , ele nasceu em Calaruega, Espanha em 1170.
Começou a estudar na Universidade de Palencia e se tornou um franciscano e decano da Catedral de Osma em 1199. Em 1203, Domingos, acompanhado do Beato Diego de Azevedo foi para o sul da França para pregar contra os hereges Albigenses e reformar o monastério local. Domingos. Abriu um convento em Prouille para mulheres convertidas. Os padres encarregados do convento formaram o núcleo da nova ordem. Em 1208 Peter de Castelnau, o núncio papal foi morto pelos Albigenses. O Papa Inocêncio III imediatamente iniciou uma cruzada para terminar com a heresia. Simão IV de Monfort e comandou uma campanha de sete anos sem sucesso.
Domingos e 6 outros companheiros fundaram a nova Ordem. No quarto Concilio Geral de Lateran em Roma, em 1215, a Ordem não conseguiu a aprovação papal, mas no ano seguinte, o Papa Honorius III deu finalmente a aprovação e sua benção a nova Ordem.
Domingos passou os últimos anos de sua vida organizando a Ordem. Ele viajou através da Itália, França e Espanha. Os dominicanos tinham os costumes e tradições das demais ordens, mas davam especial atenção aos estudos e pesquisas intelectuais e assim atraiam para a ordem os grandes eruditos. Os dominicanos observavam o ceticismo da época e tinham um grande zelo ao pregar para o homem comum.
Ele fundou, com São Francisco de Assis, os "Mendicantes" uma nova aventura para expandir o apelo da Igreja.
A tradição diz que a Virgem Maria apareceu a Domingos e o ensinou a recitar o Rosário. Assim ele é considerado por muitos como o criador dessa oração. Os dominicanos são os guardiães do Rosário e as mudanças, raríssimas, devem ter a aprovação do Papa. Em outubro de 2002, Ano do Rosário, foram acrescentados 5 novos mistérios (os luminosos) a serem rezados às quintas feiras.

São Domingos fez o primeiro Concílio (Encontro) da "Ordem do Pregadores" em Bolonha, Itália, em 1220. Ele morreu no dia 8 de agosto do ano seguinte. É considerado um dos grande incentivadores do Rosário. Foi canonizado em 1234.
Ele é mostrado na liturgia católica segurando um lírio e é acompanhado de um cão ou um globo em fogo. O seu halo tem uma estrela para distingui-lo dos demais.
A sua festa é celebrada no dia 8 de agosto.
Nossa Senhora do Rosário é quase sempre mostrada com dois santos a seu lado: São Domingos e Santa Catarina de Siena. (Do site: cademeusanto)

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SANTA CATARINA DE SENA(SIENA)

 

 Santa Catarina de Sena nasceu em Sena, no dia da Anunciação (25 de março) e começou a ter experiências místicas aos 6 anos vendo anjos da guarda, claramente, com as pessoas as quais eles protegiam. Tornou-se  Dominicana aos 16 anos e ainda continuou a ter visões de Cristo, Maria e dos santos. Santa Catarina foi uma das mais brilhantes mentes teológicas do seu tempo, não tendo, entretanto, qualquer educação formal. Trabalhou com êxito como moderadora entre a Santa Sé e Florença e persuadiu o Papa a voltar de Avignon (Avinhão) para Roma. Finalmente conseguiu a conciliação no reinado do Papa Urbano VI. Mas tarde Santa Catarina se estabeleceu em Roma, onde lutou infatigavelmente com orações, exortações e cartas para ganhar novos partidários para o Papa legítimo. Em 1377 quando ela morreu, já havia conseguido curar as feridas e acabar com o Grande Cisma Ocidental.
Santa Catarina de Sena foi ao Convento onde estava a sua sobrinha de nome Eugênia, e foi visitar o corpo incorrupto de Santa Agnes de Montepulciano, para venerá-la. Quando ela se inclinou para beijar os pés de Santa Agnes, todos ficaram maravilhados,, ao verem, que Agnes levantava o seu pé, suavemente, ao encontro dos lábios de Catarina.
Ela teve visões de Jesus, Maria, São João, São Paulo e São Domingos, o fundador da Ordem dos Dominicanos. Durante uma dessas visões a Virgem Maria a apresentou a Jesus que a desposou, colocando um anel de ouro em seu dedo, com quatro pérolas em um círculo e um grande diamante no centro, dizendo-lhe: "recebe este anel como um penhor e testemunho de que você é minha e será minha para sempre".
Experimentou maravilhosas experiências místicas. Com a idade de 26 anos, ela começou a sentir as dores de Cristo, em seu corpo. Dois anos mais tarde, em 1375, durante uma visita a Pisa, ela recebeu a Comunhão na pequena igreja de Santa Christina. Quando ela meditava e agradecia diante do crucifixo, raios de luz furaram suas mãos, pés e o lado e todos puderam ver os estigmas de Cristo nela. Por causa de tanta dor ela não falava nem comia. Assim ficou por oito anos sem comer líquidos ou qualquer outra coisa que não fosse a Sagrada Comunhão (Inédia).
Ela orava para que as marcas não fosse muito visíveis, e elas ficaram pouco visíveis, mas após sua morte os estigmas ficaram bem visíveis em seu corpo incorrupto, como uma transparência na pele, no local das chagas de Cristo.
As vezes, levitava, estando em oração. Uma vez quando recebia a Sagrada Comunhão o padre sentiu a hóstia tornar-se viva, movendo-se agitada e voando de seus dedos para a boca de Catarina.
Na "Vida de Santa Catarina", a Madre Francisca Raphaela, relata que, a santa era imune ao fogo. Ela conta que certa vez Catarina caiu em um fogo na cozinha e, apesar do fogo ser grande, por outros membros presentes, nem ela, nem suas roupas estavam sequer chamuscadas.
Das cartas de Santa Catarina de Sena há uma trilogia chamada "O Diálogo" que é considerado o mais brilhante escrito da história da Igreja Católica. Morreu jovem, aos 33 anos de idade, em 29 de abril de 1380, mas   seu corpo foi encontrado incorrupto e conservado em 1430.
Foi canonizada em 1461 e declarada Doutora da Igreja em 1970.
É co-padroeira do Continente Europeu junto com Santa Edith Stein e Santa Brígida da Suécia, e padroeira da Itália junto com São Francisco de Assis.
Ela é padroeira dos Consultores.
A festa em comemoração a santa em Criciúma, Santa Catarina  é uma das mais lindas do Brasil.
Sua festa é celebrada no dia 29 de abril

(Retirada do Site: cademeusanto, por Pe. Pedro, em 28/03/2007)

 

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SANTO ANTÔNIO DE CATEGERÓ

     
  (Agradecemos a valiosa e amável colaboração de Mariano Araújo, que nos enviou o texto abaixo).

 

 Foi um escravo que se tornou santo. Nasceu na Cirenáica, uma região do norte da África, no fim do século XV(1599). Na terra natal praticou a religião chamada Islamismo, que foi fundada por Maomé. Depois, capturado como escravo, foi levado para a ilha da Sicília, sul da Itália. Aí foi vendido para um senhor cristão. Naquele tempo o escravo era comprado por um valor equivalente ao valor de dois cavalos. Antônio, moço bom e humilde, era chamado de Tio Antônio. Foi instruído pelos patrões sobre a vida e a missão de Jesus Cristo. Desse conhecimento de Jesus passou a amar Nosso Salvador e pediu para ser batizado. Tornou-se cristão. Não foi, porém, um cristão comum, muito menos, um cristão relaxado. Praticava a lei de Deus com todo o fervor. Amava a Deus, procurando estar sempre com Ele por meio da oração. Procurava conhecer também a palavra de Deus na Bíblia. Orava muito, até durante a noite. Sempre se confessava e recebia Jesus na comunhão .Como a vontade de Deus é amemos também nossos irmãos, ele amava realmente o próximo.
Primeiramente, era muito trabalhador, cumprindo sempre as ordens de seu patrão, que o encarregou de cuidar das ovelhas.  Depois, tinha amor pelos pobres. Pedia ao povo da cidade onde morava, a cidade de Noto, esmolas, e distribuía pelos pobres, alimento e roupas. Ajudava aos pobres também distribuindo leite e queijo das ovelhas. Uma vez o patrão o proibiu de dar leite e queijo para os pobres. Antônio obedeceu. Então a produção diminuiu bastante. O patrão viu que ia tomar prejuízo. Mandou então que Antônio continuasse a atender os pobres. E as ovelhas continuaram a produzir como antes, para alegria do patrão. Deus deu a Antônio o dom de fazer milagres, de modo especial de curar pessoas. Muitos o procuravam para alcançar a saúde. Antônio humilde, dizia que ele não passava de um simples escravo do Senhor Jesus, só Deus tem poder de curar. Impunha as mãos aos enfermos, rezava e Deus curava. Depois de sua morte continuou a fazer muitos milagres. Até hoje temos testemunhas de muitas pessoas que alcançaram grandes graças por intercessão de Santo Antônio de Categeró.
 A sua festa era celebrada no dia 8 de janeiro.
Após a revisão de 1969/70 todos os santos tiveram sua festa alterada para o dia de sua morte, ou seja para o dia que se encontrou com Jesus. Assim a festa de Santo Antônio de Categeró deveria ser no dia 14 de março.
No Brasil ainda continua sendo celebrada no dia 8 de janeiro.

(Retirada do Site: cadêmeusanto, por Pe. Pedro, em 28/03/2007)

 

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SÃO BENEDITO DE NÚRSIA

                                        (Conhecido no Brasil também como São Bento)

Bento nasceu em Núrsia, na Itália central, no ano de 480 e foi para Roma estudar em 499. Enojado pelos vícios da cidade, foi para Enfide, uma pequena comunidade de estudantes a 50 km de Roma. Ele tornou-se um eremita numa caverna perto de Subiaco, agora chamado Dsacro Speco, e ficou lá por 3 anos cuidando de um frei chamado Romano. A santidade de Bento atraiu outros seguidores e discípulos começaram a brotar de todos os lados para estudar com ele. Os monges perto de Vicovaro pediram a Benedito para ser o seu Abade. Bento, aceitou, mas impôs regras severas que hoje chamadas de "Regras de Bento". Houve então um atentado contra a sua vida e ele retornou a Subiaco. Ali fundou, um monastério constituído de 12 monastérios, edifícios que transformaram Subiaco em um centro para aprendizado e espiritualidade. Um monge chamado Florentius tentou minar o trabalho de Bento e ele deixou de novo Subiaco e foi morar em Monte Cassino, em 530. Ele destruiu um templo dedicado ao deus Apolo e converteu a população local. Em 531 começou um grande monastério em Monte Cassino que hoje é visto como o nascimento do monaquismo ocidental. Discípulos vieram para o monastério e Bento escreveu regulamentos chamados de "Regra Sagrada", um sistema que envolvia orações, estudos, trabalhos, ascetismo moderado, vida comunitária e bom senso. Escreveu ainda o "Ofício Divino", uma oração diária na liturgia da igreja – passou a ser o núcleo da rotina monástica.
Enquanto atuando como Abade, Bento aconselhou papas, líderes seculares e ensinou a todos, porém manteve sempre a rotina escolástica.
Ele é descrito pelos seus contemporâneos como tendo uma forte, mas amigável personalidade.
Ele é mais conhecido pelas suas regras, até hoje obedecidas, e como sendo o fundador da Ordem dos Beneditinos.
Morreu em 21 de março de 547, quando orava no altar. Seu corpo, bem como o da Santa Escolástica (sua irmã – também religiosa), parecem que foram desenterrados durante o assalto a Monte Cassino durante a segunda Guerra Mundial. Mas tem uma tradição que diz que foram trasladados para Fleury na França, em 703. O Papa São Gregório, o Magno (590-604) escreveu a sua vida e São Bento foi declarado padroeiro da Europa pelo Papa Paulo VI (1963-1978), em 1964.
Ele é invocado o contra veneno (tentaram matá-lo envenenado e ele sentiu o perigo, ainda assim bebeu o veneno, orou e nada sentiu), contra erisipelas, bruxarias, feitiços, encantos e outras superstições,  micoses provocadas por lagartixas e alguns tipos de aranhas(cobreiros).
Na arte liturgia da Igreja ele é mostrado como um monge carregando uma copia da sua regra, ou lendo um livro.
Sua festa é celebrada em 11 de julho.

A medalha de São Bento:

A medalha de São Bento (São Bento de Núrsia) tem de um lado sua imagem e do outro tem  a Cruz.

Na cruz tem as letras CSSML que significa Cruz Santa Sit Mihi Lux  ou seja a “Santa Cruz Seja Minha Luz”.

No Patíbulo (nos braços) tem as letras NDSMD que significam Non Draco Sit Mihi Dux ou seja “Que Nenhum Dragão (Demônio) Seja Meu Guia”.

No lado circular tem as letras VRS que significa: Vade Retro Satana ou seja “Vá Embora Satanás”.

SMQL que  significam:  SUNT MALA QUAE LIBAS ou seja “Aquilo que me mostra é malvado”.

Em seguida temos as letras NSMV Nunquam Suadeas Mihi Vana  ou seja “Não Me Aconselhe Coisas Vãs”.

E por fim IBV que significa  Ipse Venena Bibas  ou seja “Beba Você Esse Veneno”.

Colocando tudo junto fica:

CRUZ SANTA SIT MIHI LUX
NON DRACO SIT MIHI  DUX
VADE RETRO SATANA
NUNQUAM SUADES MIHI VANA
SUNT MALA QUAE LIBAS
IPSE VENENA  BIBAS

Ou seja:

CRUZ SANTA SEJA MINHA LUZ
QUE NENHUM DEMÔNIO SEJA MEU GUIA
VÁ EMBORA SATANÁS
NÃO ME ACONSELHE COISAS VÃS
AQUILO QUE ME MOSTRA É MALVADO

BEBA VOCÊ ESSE VENENO

Centro da cruz, nos quatro meios, temos:

CSPB =

CRUIX  SANCTI PATRIS BENEDICTI

Ou seja:  Cruz Santa do Padre Benedito

(Retirada do Site: cadêmeusanto?, por Pe. Pedro, em 28/03/2007)

 

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                             SANTA EFIGÊNIA
       
         ou Santa Iphigênia:

O texto abaixo nos foi oferecido por Christina, da Paróquia de Santa Efigênia dos Militares de Belo Horizonte, Minas Gerais.

 

        Santa Efigênia filha de pais gentios, príncipes e senhores do Reino da Núbia, que jaziam, como todos os seus habitantes mergulhados nas trevas do paganismo. Esta circunstância seria um péssimo prognóstico para Efigênia se aqui não entrasse o dedo de Deus com sua infinita misericórdia.
        Haviam decorridos já oito anos após a gloriosa ascensão do Nosso Senhor Jesus Cristo, quando penetrou no Reino da Núbia o claríssimo resplendor da luz da Fé. O portador da nova Lei neste reino e em outros reinos da Etiópia foi o Apóstolo e Evangelista São Mateus, destinado a implantar a nova crença nestas regiões.
        Mateus dirigiu-se, primeiramente a Noba, metrópole do Reino e Pátria de Efigênia. Eram coadjutores do apóstolo alguns carmelitas , que o acompanhavam nesta missão com o intento de estabelecerem na capital da Núbia , a fé cristã e a vida monástica.
        Logo que o apóstolo começou a pregar, não só foram mal recebidas suas palavras como também ele foi tido como louco por aqueles infiéis.
        Só a princesa Efigênia resolutamente se inclinou à notícia de um só Deus verdadeiro, que lhe dão alguns amigos do Apóstolo e se dispõe a detestar a falsidade do paganismo que agora parece repugnante ao seu esclarecido entendimento.
        Porém, havia o demônio introduzido, na capital da Núbia, dois malévolos e fraudulentos homens que reputados por Sumos Sacerdotes dos ídolos e como tal ditavam aos ignorantes os seus falsos oráculos; e eram não só respeitados dos vassalos mas até temidos pelos Soberanos.
        Quando se certificaram da chegada e do intento do Apóstolo Mateus, desconfiados dos resultados que havia de prosseguir com a Nova Crença já tão cara a Princesa Efigênia, começaram a espalhar por toda a Corte incessantes queixas com o Soberano que em vilipêndio dos pátrios deuses , admitia no reino pessoas, como o Apóstolo que ultrajavam os seus deuses! Chegaram a persuadir ao Rei que os deuses irritados só poderiam ser aplacados c com o sacrifício de Efigênia e os estragos vacinados contra Núbia só poderiam ser conjurados se, e quando, a Princesa Efigênia fosse consumida dentro de um odorífero e sagrado incêndio e oferecida aos deuses. Ouvida atentamente a persuasão daqueles impostores, determinou-se o Rei a fazer a sua diabólica vontade.
        Destinada às chamas de uma fogueira como vitima aos falsos deuses, soube Efigênia aguardar o tempo do sacrifício e oferecer-se como hóstia ao verdadeiro Criador. Animada pelo Apóstolo com a certeza de sua vitória sobre os acérrimos inimigos, recebeu sua benção e intrépida pôs-se a esperar a hora do combate.
        Ergueu-se uma aparatosa fogueira de troncos e odoríferos e plantas aromáticas em forma de um trono. No momento em que a chama com violência se ateou às madeiras, levantou a Princesa Efigênia a voz, e invocando altamente, segundo instrução do Apóstolo o sagrado nome de Jesus! De repente desceu dos céus ao Templo um anjo que inesperadamente arrancou a Princesa das mãos dos verdugos tornando-a invisível aos olhos dos seus inimigos!
        Efigênia após o portento de sua miraculosa libertação redobrava seus esforços e crescia cada vez mais em zelo pela introdução da Fé Cristã no palácio real e em toda a Núbia. Efigênia já estava suficientemente catequizada e tinha a Fé necessária para receber o batismo, mas o santo Evangelista por inspiração divina diferiu para melhor oportunidade a sua celebração. A Divina Providência dispôs as coisas de forma que o Apóstolo tinha a oportunidade para administrar a sua discípula o primeiro de todos os sacramentos, pois, não havia obstáculo algum.
        Com o milagre que o Santo fez a favor desta gente, que era muito tímida, livrando-a do flagelo dos dragões, o povo começou a dar maior crédito às palavras do Apóstolo, porém, confirmaram-se muitos na fé quando viram Mateus, ressuscitar o filho do Rei e Príncipe Real, o que não puderam fazer os Sacerdotes dos falsos deuses. O Rei e a Rainha converteram-se com toda a casa real e a nobreza, e uma grande parte do povo imitou o seu exemplo. Foi então que o Apóstolo determinou a celebração do batismo de Efigênia e no dia prefixado, com toda a solenidade, foi formosa, a Efigênia, regenerada nas águas do batismo. Assinalada com o sinal da cruz na fonte e no coração Efigênia glorificou Deus constantemente e O trouxe sempre no coração. A realização do compromisso solene, que a Princesa da Núbia tomou no seu batismo, foi tanto mais meritória, quanto sua posição social que lhe dava mais freqüentes ocasiões de triunfar no mundo. Efigênia sempre fiel às obrigações do batismo, jamais desmentiu as promessas que fez a Deus e nem o demônio, nem o mundo e suas vaidade tiveram jamais entrada no seu coração.
        Estando, finalmente vencidos os inimigos da fé e estabelecida na Núbia a Igreja de Jesus Cristo, começou Santa Efigênia a ser naquele místico céu da Igreja nascente, um sol de santidade. Exercitava todas as virtudes com a reta intenção de agradar ao seu Deus e Senhor, àquele que amava sobre todas as coisas. Oh! Como era admirável o zelo , a dedicação de Efigênia para que Jesus Cristo fosse de todos cada vez mais conhecido e amado.
        Eis porque Efigênia não se contentava com amar a Deus, mas queria que todos O amassem e servissem. Era esse zelo intenso que lhe causava no espírito um santa aflição de descobrir como servir ao Divino Mestre da melhor forma. Lutando com este suave desassossego foi uma dia maravilhosamente arrebatada e recebeu de Jesus Cristo, seu único e amabilíssimo Bem, a seguinte revelação : "Efigênia, se pretendes saber o modo conveniente de me servires, conforme a minha Divina Vontade, faz-te generalíssima de um exército de Virgens pobres, obedientes e castas que, renunciando, voluntariamente, ao século, consigam o inestimável brasão de serem esposas Minhas, sem detrimento de sua inviolável pureza" Grande foi a dedicação e generosidade de Efigênia em cumprir a ordem que recebeu de seu Divino Esposo.
        É inexprimível a perfeição com que Efigênia consagrou ao Senhor toda a sua liberdade e a prontidão com que obedecia aos Conselhos Divinos era insuperável. Grande era o zelo de Efigênia em conhecer e cumprir a vontade de Deus.
        Tendo o evangelista Mateus explicado a Efigênia o verdadeiro sentido da revelação divina com que acabara de ser favorecida, não duvidou Efigênia do que lhe cumpria fazer. Sem perda de tempo, declarou-o a seus pais e providenciou a construção de um edifício que ia ser a morada daquele Exercito de Virgens. As donzelas nubienses atraídas pela virtude de Efigênia e convencidas do que lhes declarava a ilustre Princesa, bem depressa, se lhes mostraram deliberadas a segui-la nesta empresa. Era preciso uma eloqüência mais que humana, para declarar o que se passou na Profissão Religiosa de Efigênia. Chegado aquele faustoso dia e preparado tudo no Templo, esperava São Mateus a hora que a Princesa Núbia entrasse, para celebrar com o Divino Esposo as desejadas núpcias. Perante todos, na presença de seus augustos pais, da Nobreza e do povo, genuflecta e humilde, Efigênia ouviu a pregação de São Mateus sobre a excelência das três virtudes angélicas (obediência, castidade e pobreza) e estavam presentes os Carmelitas, coadjutores de S Mateus. Deles recebeu a exemplaríssima Regra que entregou a Efigênia para seguir e fazer o seu Régio Convento Carmelita. O santo Apóstolo investiu Efigênia o hábito preto e a capa branca da sagrada ordem da Religião do Carmo.
        Santa Efigênia a todas as religiosas excedia nas obras sendo para todas um verdadeiro e fiel modelo de perfeição. Era o Evangelho vivo e pondo nela os olhos, as religiosas não careciam de outros exemplos. Era na Ordem das Carmelitas Pobres , uma árvore frondosa carregada de graças, de bênçãos e de merecimentos.
        Mas para Efigênia soou a hora de sua provação. Seu coração terno e meigo despedaçou-se ao saber da morte de seus progenitores. Ela os amava com tanta ternura que deu livre curso as a suas lágrimas. Porém a sua fé viva e seu fervor angélico de novo lhe fizeram considerar que era Deus quem assim o quis e longe de murmurar ela beijou a mão paterna que só fere para sarar. Em breve a perseguição e a ingratidão vieram a se juntar a amargura de suas mágoas. Havia na corte um altivo e ardiloso Príncipe, irmão do falecido, e tio de Efigênia, chamado Hirtaco. Este se levantou violentamente contra a herdeira da corte e arrebatou das mãos de Eufrônio, irmão de Efigênia o Cetro de Monarca da Núbia. À vista de tão abominável insolência ficou Efigênia ao lado de seu irmão, visto saber a intenção do usurpador, que era tirar a vida de seu irmão Eufrônio. Outro golpe mais cruel e desumano veio aumentar o mar de tribulações com que lutava Efigênia.
        O seu mestre São Mateus cai morto junto ao altar-mor onde celebrava o Santo Sacrifico, traspassado pela gládio assassino do intruso Rei da Núbia. Mateus não quis aprovar a pretensão de Hirtado e foi o que bastou para receber a coroa do martírio.
        Efigênia esperava também que lhe fosse dado seguir, na glória do Martírio, porque tendo rejeitado com firmeza a proposta do tirano de aceitá-lo como esposo, entendia que o castigo de tão virtuosa resistência havia de ser o seu sangue derramado.
        Deus, porém, estava empenhado nos triunfos da invencível Princesa, como mostrou a seguinte maravilha: O tirano mandou por fogo no Convento onde a santa Princesa residia com suas companheiras. As armas da defesa que tomou forma às orações:

        Pediu a Deus, não a conservação de sua vida, mas o castigo de Hirtaco que merecia, pela irreverência que fazia ao Sagrado Templo. Imediatamente com assombro geral se extinguiu e desapareceu das paredes do Convento o artificioso incêndio e por mão invisível se ateou fogo no palácio do tirano, uma chama tão repentina e forte que em breve o palácio foi reduzido a cinzas, deixando nele apenas as ruínas.

        O povo a vista de tal maravilha, cheio de alegria e consolação, corre ao Convento a dar graças a Deus e a felicitar Santa Efigênia pelo triunfo, proclamando-a libertadora da Núbia! Desde então foi tida e invocada como Advogada contra os incêndios!

 

        A morte para uma fiel esposa de Jesus Cristo é a união completa com o seu bem amado. Para a gloriosa Santa Efigênia chegara o momento de unir-se ao seu querido Esposo. Como São Paulo, ela havia combatido o bom combate. À semelhança de Francisco de Assis ela só vivia para Jesus. Vivendo toda absorta em Deus, a bem-aventurada donzela teve do Céu um aviso, de que era chegado o tempo de passar das trevas do mundo a claridade do Paraíso, feliz pátria dos justos! Recebeu Efigênia esta noticia como a mais agradável e jubilosa alegria. Nada mostrou de tristeza. Começou a dispor de tudo, até que uma aguda e mortal enfermidade serviu para todas as suas companheiras de aviso de que a sua Mestra e Prelada dentro em breve não mais seria deste mundo.

        Já nas ultimas semanas de sua vida, a auréola dos Santos brilhava ao redor de sua fonte. Recebeu com toda a ternura e devoção o Sagrado Viático. Permaneceu absorta em contemplação durante todo o dia e como que inebriada por esse sangue de Vida que pela ultima vez, na terra, acabava de haurir.

        Entregou a Deus o seu espírito, tomando dele posse o Divino Esposo, para colocar na Glória. Um perfume suave espalhou-se, imediatamente, por todo o Convento. Ouvia-se nos ares, um coro de vozes celestiais, cantando as palavras: "Abandonei o reino do mundo pelo amor do Nosso Senhor Jesus Cristo”. “Regnun Mundi contempsi, propter amorem Domini Nostri Jesus Chiristi" .

        Santa Efigênia é a padroeira dos militares e em Belo Horizonte, Minas Gerais, no bairro de Santa Efigênia temos uma igreja com o seu nome: "Matriz de Santa Efigênia dos Militares"

        Sua festa é celebrada no dia 21 de setembro

                 (Do site: cademeusanto)
   
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